Por Fernando Brito
Apanhado em flagrante como sócio do lobby de Geddel Vieira
Lima para liberar a construção de um espigão, barrada pelo Iphan, em Salvador,
Michel Temer parece que resolveu chafurdar na lama bem conhecida de seu
ministro.
Acusou, com uma insinuação aparentemente saída de sua cabeça
que Calero tentou nova audiência com ele no dia de sua demissão para gravá-lo
clandestinamente.
“Especialmente, surpreendem o presidente da República,
boatos de que o ex-ministro teria solicitado uma segunda audiência na
quinta-feira (17 de novembro) somente com o intuito de gravar clandestinamente
conversa com o presidente da República para posterior divulgação”, disse o
porta-voz (da Presidência, Alexandre Parola).
O colunista global Gerson Camarotti diz que o Planalto teme
que haja a gravação, de fato.
Temer confirmou que falou duas vezes sobre o prédio com
Calero – vê-se que o Presidente tem muitos assuntos importantes para tratar – e
teria dito para levar o assunto à Advocacia Geral da União que teria, segundo
ele, o papel de dirimir controvérsias entre os ministros.
Até poderia ser, se o assunto tivesse alguma coisa a ver com
o ministério de Geddel, não com os interesses particulares de Geddel.
A lama escorre dentro dos corredores do Planalto e Temer
está metido nela até o pescoço.
Virou sócio de Geddel.


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