Por Fernando Brito
Delação premiada, como se sabe, virou chave de cadeia no
Brasil.
Foi pego com a boca na botija? Delate alguém – quanto mais
alto no Governo, melhor – e será solto.
Basta dizer, não precisa provar.
Mesmo que aquilo que se diga contrarie a lógica.
É o que acontece com a suposta delação premiada de Delcídio
Amaral, o rato pego pela ratoeira do filho do rato Cerveró, talvez montada em
troca de benefícios na condenação do ex-diretor da Petrobras.
Cerveró denunciou Delcídio de receber milhões de dólares em propina da General
Elétrica quando era diretor de Gás e Energia da Petrobras, no Governo FHC, de
quem Amaral chegou a ser ministro.
Agora, Delcídio supostamente delata Lula e Dilma por fazerem
o que ele foi pego fazendo: interferindo do desenvolvimento da ação judicial,
com pressões para silenciar Cerveró.
Cerveró era amigo, ex-subordinado e cúmplice de Amaral. E o
delatou.


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