Por Fernando Brito
Mauro Santayana, que vem de longe e enxerga longe nos seus
60 anos de jornalismo, dá o recado: é bom o tucanato colocar as barbas de
molho, porque o mais de ano de histeria que promoveram, como se viu nas
pesquisas, não lhes deu a condição de franco favorito em 2016. A transferência da política para os tribunais
e da sua argumentação para o poder dos procuradores e dos delegados de polícia pode
fazer o que não era ainda possível – pelo personagem e pelo ainda restrito
processo de politização do STF – com Joaquim Barbosa.
Moro não é dado a chiliques como Barbosa. É silencioso,
obstinado e traça planos de longo prazo, como se vê em seu sonho cultivado por
mais de uma década e expresso em artigos muito detalhados – de repetir no
Brasil a Operação Manu Puliti italiana. Tem o poder incontestável, até agora, e
é só querer para que lhe surjam as bases para uma aventura eleitoral.
Mídia não faltará.
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