Presidenciável tucano, o senador Aécio Neves (MG) foi enfático ao declarar pacto ao governador de Pernambuco, o socialista Eduardo Campos, contra a reeleição do PT; mas presidente do PSB dá sinais de que vai manter sua trajetória política à esquerda e deve neutralizar posição no segundo turno, caso fique de fora da disputa com a presidente Dilma Rousseff; o mesmo aconteceu em 2010 com sua aliada de chapa, a ex-senadora Marina Silva (PSB)
247 – O presidenciável Eduardo Campos (PSB) dá sinais de que
pode não subir ao palanque da oposição à presidente Dilma Rousseff caso o
tucano Aécio Neves vá para o segundo turno.
Os dois presidenciáveis se aproximaram nos últimos meses
para tentar impedir que a presidente leve a disputa já no primeiro turno.
Nas duas últimas vezes em que visitou o Recife, Aécio foi
enfático ao declarar fidelidade ao socialista: "Espero que, futuramente,
eu possa construir um projeto nacional ao lado do governador Eduardo Campos".
No entanto, Campos não retribuiu os afagos: "Eu e o
senador Aécio não estamos no mesmo palanque nacional desde a campanha das
Diretas, em 1984".
Campos acredita que não ficará de fora da disputa. Mas caso
isso não aconteça, pretende se manter fiel a sua trajetória política e deve
manter a neutralidade no segundo turno. O mesmo aconteceu em 2010 com sua
aliada de chapa, a ex-senadora Marina Silva (PSB).
Até anunciar oficialmente sua candidatura em 2014, o PSB
fazia parte do governo Dilma e Campos era tido como uma aposta do ex-presidente
Lula para se lançar como candidato em 2018 para substituir Dilma.
Leia aqui a matéria do Valor sobre o assunto.



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