As articulações da família Vorcaro
para tentar colocar de pé um negócio de R$ 45,5 bilhões em créditos de estoque
de carbono produzidos de forma irregular em uma terra pública, pertencente à
União, contou com o apoio de um diretor do Incra, autarquia federal responsável
por projetos de reforma agrária e regularização fundiária.
Conforme documentos reunidos pela reportagem, o diretor de Governança da Terra
do Incra em Brasília, João Pedro Gonçalves da Costa, cobrou celeridade do
próprio órgão, no fim do ano passado, para que documentos relacionados a um TAC
(termo de ajuste de conduta) apresentado pelos donos do projeto de carbono
fossem avaliado.
O propósito era apresentar a iniciativa na COP30, em Belém (PA), como um grande
projeto de exploração de carbono na Amazônia. Havia, inclusive, uma agenda já
programada para apresentar detalhes do negócio. Para o Incra, no entanto, a
geração dos créditos é irregular porque tem origem em terras da União e sem
donos privados. Mais.

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