Jornal GGN - O juiz Sergio Moro demonstrou receio de ver o
caso de Eduardo Cunha ser levado a outra instância e impediu que o advogado do
deputado federal cassado fizesse perguntas sobre a participação de Michel
Temer, que tem foro privilegiado, em esquemas de corrupção na Petrobras.
Segundo reportagem do Estadão, Moro indeferiu a pergunta da
defesa de Cunha a Nestor Cerveró, sobre pagamento de propina à cúpula do PMDB,
mas que ele pudesse manter seu cargo na Petrobras. Há informações na Lava Jato
dando conta de que Michel Temer, em pessoa, teria discutido a manutenção do
posto de Cerveró com emissários de Delcídio do Amaral.
“Isso não é objeto da acusação e não tem competência desse
juízo para esse tipo de questão”, disse Moro.
Moro não demonstrou o mesmo receio ao questionar Delcídio
sobre um caso investigado pela Justiça Federal de Brasília. Na audiência de
segunda (21), com o senador cassado, o magistrado fez e permitiu que o
Ministério Público Federal fizesse questões que fogem ao escopo da denúncia do
caso triplex.
O MPF tentou implicar Lula em relação ao sítio de Atibaia e
Moro quis saber qual o papel do presidente no esquema em que Delcídio tentou
evitar que Cerveró fizesse delação premiada com a Lava Jato.
No momento, a defesa de Lula avisou que esse assunto não só
nada tem a ver com o caso triplex como está fora da alçada de Moro. Cristiano
Zanin Martins disse que o juiz de Curitiba estava afrontando decisões do
Supremo Tribunal Federal.
Moro continuou mesmo assim, em busca de um "contexto
probatório" contra Lula.


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