segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TUMOR DE LULA DIMINUI 75%, E CIRURGIA ESTÁ DESCARTADA, AFIRMAM MÉDICOS

Guilherme Balza* Do UOL Notícias, em São Paulo
Atualizado em: 12/12/2011 - 20h32
Os médicos que cuidam do tratamento de Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (12) que o tumor na laringe do ex-presidente, diagnosticado no final de outubro, reduziu 75% e, portanto, uma cirurgia está "totalmente" descartada.
Segundo os médicos, a redução era esperada, mas foi considerada bastante expressiva, surpreendendo a equipe. “Estamos muito satisfeitos, o tratamento atingiu todos os objetivos”, disse o médico Paulo Hoff.

Lula chegou por volta das 7h30 de hoje ao hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para a terceira e última sessão de quimioterapia. "O presidente fez exames de imagem, PET (tomografia por emissão de pósitrons), tomografia e ressonância, e os exames mostraram que houve redução de 75% do tumor. O quadro geral e o quadro químico é muito bom", disse o chefe da equipe, Roberto Kalil Filho. Segundo ele, a terceira sessão de quimioterapia começou essa tarde, negando informações de que a sessão teria sido adiada para amanhã.
De acordo com a equipe médica, Lula estava apreensivo antes dos exames e ficou aliviado ao receber os resultados.
Assim como na primeira sessão de quimioterapia, realizada no último dia 31 de outubro, e na segunda, realizada no dia 20 de novembro, o ex-presidente deve passar a noite no hospital para acompanhamento médico e análise dos possíveis efeitos colaterais comuns em pacientes submetidos ao tratamento.
Lula será submetido também a sessões de radioterapia entre janeiro e março de 2012. A expectativa é de que o tratamento esteja concluído em março. "Se existe um caminho para a cura, passa por esse estado [de redução]. Mas cura é um diagnóstico retrospectivo", disse o médico Artur Katz.
A equipe médica também informou que a rouquidão do ex-presidente melhorou. “A rouquidão diminuiu muito e isso é reflexo da redução do tumor”, disse Paulo Hoff. O tratamento por radioterapia, entretanto, pode voltar a causar rouquidão já que costuma inflamar a garganta.
Lula se antecipou a um dos efeitos colaterais da quimioterapia e cortou o cabelo e a barba, uma de suas marcas registradas, que ele vinha usando desde os tempos de sindicalista. Do visual tradicional do ex-presidente, restou apenas o bigode. AQUI

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