Por Fernando Brito
Raramente, na política, as coisas
são tão claras que até um Merval Pereira pode ver – e escrever na sua coluna de
hoje: “Diz-se de uma pessoa feliz em uma situação que está “como pinto no
lixo”. Pois Bolsonaro parecia uma criança feliz na Disney” em sua visita aos
EUA.
De fato, não é exagero dizer que o
presidente – para usar as metáforas sexuais tão a seu gosto – viveu uma espécie
de orgasmo ideológico ao ser recebido por Donald Trump, aliás em circunstâncias
menos íntimas que outros presidentes brasileiros tiveram, como Lula (com Obama
e Bush) e Fernando Henrique (com Clinton).
Mas foi tanto, tanto, o sabujismo
que a repercussão “saiu pela culatra”. Era de se esperar, porque se examinado
quanto JB tem de estadista, o resultado será um traço.
O Brasil, por isso, não discutiu
seus problemas de reconhecimento internacional nem as questões comerciais que
são de seu interesse, mas foi servido sem cerimônia ou guardanapos.
Com direito a comentários
alucianados sobre termos sido salvos de um comunismo “Viúva Porcina”, que foi
sem nunca ter sido, mas que habita os delirios da trupe presidencial.
Só que acabou a brincadeira –
“parquinho”, outra vez, só na visita a Israel – e Bolsonaro está de volta ao
mundo real, embora não necessariamente o veja como realidade.
E para resolver a balbúrdia que
está instalada no Legislativo, onde o consideram um ausente, não adianta ter o
número do telefone de Trump. COMENTÁRIOS


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