sexta-feira, 1 de maio de 2015

CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E CAPITALISMO: A PURGAÇÃO DO PT

O reencontro com seus valores originais representa a única chance de o PT recuperar a credibilidade para compartilhar com o povo o comando do seu destino.
Por Saul Leblon
A mais habilidosa e eficaz jogada do conservadorismo nas últimas décadas foi acuar a agenda progressista brasileira carimbando no PT a marca da degeneração ética.

Se isso pode ser revertido é outra história, mas o fato é que a operação foi concluída com sucesso.

E a tal ponto que hoje ela é a pedra angular do golpe branco, igualmente bem sucedido, que mantém o PT, o governo e o campo progressista submetidos aos ditames de uma agenda conservadora repisada diuturnamente como a ‘única’ saída para o país.

Não se trata apenas – e isso é sistematicamente reiterado — de denunciar a existência de ilícitos na vida do partido.

Fosse assim a ofensiva neoudenista apenas o nivelaria à norma da política brasileira.

Não.  A mensagem subliminar, não raro quase caricata, inoculada dia e noite em poções fartamente distribuídas pelo dispositivo midiático é a de que a corrupção no PT, leia-se, na esquerda, representa uma degeneração metabólica.

Coisa só sanável cortando-se o mal pela raiz, tornando proscrito o Partido dos Trabalhadores que impôs quatro derrotas presidenciais sucessivas à elite brasileira.

O ardil almeja atingir o fundo da alma brasileira, ou seja, secar a esperança na política como espaço dos que nunca tiveram vez, nem voz, na vida do país.

O que falta para espetar esse último prego no caixão da esperança?



Falta capturar Lula no redil da degeneração ética.

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