O deputado Fernando Torres não comenta, mas já sabe que José Ronaldo tem "afilhado" para ocupar o vazio que será deixado por Fernando de Fabinho. Pelo contrário, extrategicamente Torres continua afirmando publicamente que deverá ser o herdeiro "ronaldista".Torres tem necessidade de fazer "jogo de cena", pelo menos no território feirense. Afinal, algumas adesões ao seu novo vôo - entre elas dos vereadores Ronny e Curucu, foram costuradas num cenário em que o prefeito era anunciado como o "padrinhho" da candidatura, tendo inclusive abonado sua filiação ao DEM.
O deputado Torres parece já ter absolvido o quadro que começa a ser delineado, com Paulo Aquino no lugar de Fabinho, pois entende - e com certa doze de razão, que haverá sempre lugar para mais um.
Afinal, em 1978, com pouco de 80 mil eleitores, Feira elegeu quatro deputados federais - Chico Pinto e Roque Aras pelo MDB e João Durval e Wilson Falcão, pela Arena. Quase seriam seis pois, José Falcão e Noide Cerqueira, ambos do MDB chegaram perto.
Torres, aliás, acerta em não fazer zuada. Afinal, mesmo quando perguntado diversas vezes, o ex-prefeito nunca sinalizou apoio. A ninguém, faça-se justiça. Matreiro, José Ronaldo não deu "armas" que agora poderiam ser usada pelo novo filiado do DEM.
O deputado vai apostar na sua predestinação. Não foi candidato a vereador em 2004 e ganhou para estadual em 2006 sem apoiar nem Wagner nem Paulo Souto. Formou com Wagner logo no primeiro dia de governo e participou da divisão dos cargos: ensaiou ser candidato a prefeito, desistiu e não ficou nem com Colbert nem Sergio, candidatos de Wagner;
Rompeu com o governador e abraçou a candidatura de Tarcizio. Vitorioso, ganhou cargos na prefeituras e manteve muitos no Etado. Na ultima visita do governador, Torres que não é vereador, não é secretário municipal, muito menos deputado da base aliada, estava dividindo com Zé Neto e Eliana, o palanque de Wagner. Na carona de Tarcizio, mas certamente mandando recado...

Nenhum comentário:
Postar um comentário