Repercussões diplomáticas e
dificuldades para obtenção de crédito internacional estão entre os motivos que
levam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a se posicionar
contra a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas. Um
projeto para colocar no mesmo patamar estes dois tipos de organizações
deve ser votado esta semana na Câmara, em resposta à
megaoperação contra o tráfico no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao Metrópoles, o
secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e
Segurança Pública (MJSP), Marivaldo Pereira, elencou o que embasa a posição do
governo. “Teria impacto no crédito: o risco-país varia também de acordo com o
risco de atentado terrorista. Se, do dia para a noite, você diz que o Brasil
tem 100 organizações terroristas, isso dificulta o acesso a crédito”, explicou.
Mais.

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