Por Bajonas Teixeira,
colunista de política do Cafezinho
Nos últimos meses um petista insólito cruzou os espaços
urbanos de São Paulo. Ele foi detido pela PM mais de uma vez, esteve ao alcance
de riscos diversos, como o de ser alvejado pelas pérfidas balas de borracha.
Nos diversos confrontos em que se fez presente, foi atingido por spray de
pimenta, recebeu ameaça de ser surrado com cassetete, foi arrastado, discutiu
com PMs e levou empurrões.
Sem dúvida, o fato mais significativo da esquerda nos
últimos meses foi a presença constante de Suplicy no front das lutas populares
em São Paulo. Ele enfrentou a polícia, combateu ao lado dos viciados em crack,
dos sem teto e dos despejados. Não é pouco.
E agora foi eleito com uma votação consagradora, como o
vereador mais votado do país, com mais de 300 mil votos. Isso prova que a
esquerda está morta ou combalida? De forma nenhuma. Isso prova que o político
de esquerda, escondido em seu gabinete, eternamente de terno, transportado por
chofer em carro blindado, instalado longe dos riscos físicos, incapaz de pôr o
corpo à prova, isto é, o político burocrata de esquerda, está morto. AQUI


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