Por Cíntia Alves
Jornal GGN - É quase que simultâneo o surgimento de notícias
na imprensa a respeito de novas fases da Lava Jato e o recebimento de
informações oficiais sobre as operações. Ainda que alguns veículos sinalizem
que recebem informações privilegiadas - o caso da condução coercitiva de Lula é
um exemplo polêmico desde que o editor de Época insinuou que já sabia da ação
na noite anterior - certo é que a assessoria da PF deposita informações na
caixa de e-mail dos jornalistas cadastrados em sua lista - o GGN, inclusive - a
tempo de que todos possam publicar os novos acontecimentos. Não foi o que
aconteceu com o novo indiciamento de Lula.
Nesta quarta (5), por volta das 10h30, a manchete do Estadão
indicava que a Polícia Federal decidiu, a partir da delação do réu delador da
Lava Jato Nestor Cerveró, investigar corrupção no governo FHC. Isso ocorreu um
dia após o prefeito eleito em São Paulo João Dória Junior (PSDB) denotar
despreocupação com a possibilidade de correligionários serem presos na
operação, e uma semana após o ministro da Justiça Alexandre de Moraes (PSDB)
ter usado informações sigilosas da investgação em evento político.


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