quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A PARCERIA PF-MÍDIA E AS DIFERENÇAS QUANDO LULA E FHC SÃO ALVOS DA LAVA JATO

Por Cíntia Alves

Jornal GGN - É quase que simultâneo o surgimento de notícias na imprensa a respeito de novas fases da Lava Jato e o recebimento de informações oficiais sobre as operações. Ainda que alguns veículos sinalizem que recebem informações privilegiadas - o caso da condução coercitiva de Lula é um exemplo polêmico desde que o editor de Época insinuou que já sabia da ação na noite anterior - certo é que a assessoria da PF deposita informações na caixa de e-mail dos jornalistas cadastrados em sua lista - o GGN, inclusive - a tempo de que todos possam publicar os novos acontecimentos. Não foi o que aconteceu com o novo indiciamento de Lula.

Nesta quarta (5), por volta das 10h30, a manchete do Estadão indicava que a Polícia Federal decidiu, a partir da delação do réu delador da Lava Jato Nestor Cerveró, investigar corrupção no governo FHC. Isso ocorreu um dia após o prefeito eleito em São Paulo João Dória Junior (PSDB) denotar despreocupação com a possibilidade de correligionários serem presos na operação, e uma semana após o ministro da Justiça Alexandre de Moraes (PSDB) ter usado informações sigilosas da investgação em evento político.

Apenas duas horas depois após sair a notícia citando FHC - requentada, pois os dados são conhecidos desde junho, e sem detalhes ou qualquer menção à contratação pela Petrobras da empresa de um dos filhos do ex-presidente - Época mudou a direção dos holofotes da velha mídia para a notícia de que Lula foi indiciado novamente, agora em função da operação Janus, que apura suspeita de propina de R$ 20 milhões paga ao "sobrinho postiço" do ex-presidente pela Odebrecht em obras feitas em Angola. AQUI

Nenhum comentário:

Postar um comentário