domingo, 4 de novembro de 2012

FEIRA ONTEM - XIII



Poetas da Feira de Santana


Minha velhice chora incerteza,
bebe o presente amargo em negra taça 
onde a visão do porvir só é tristeza: 
resto de fogo, cinza e fumaça. 
Minha velhice arrota sua grandeza, 
Quando a lembrança lhe move uma devassa 
no passado de rara e sã beleza
onde a virtude se une e se abraça. 
Quando jovem a vida era o futuro
a certeza de um porto seguro
que a velhice não pode sonhar
Fui jovem, sou velho... o que esperar?
Para os jovens a morte é u’a surpresa.
Para os velhos ela é u’a certeza.   

Antonio Moreira Ferreira, o poeta Antonio do Lajedinho...

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