domingo, 4 de novembro de 2012

FEIRA ONTEM - IV


Poetas da Feira de Santana

É a partida um paradoxo,
 Que jamais a gente explica:
 - Quem fica, fica saudoso,
 quem parte, esquece quem fica. 
Mas muita vez na partida, 
o caso muda entre os dois:
- Quem parte, leva saudade,
 quem fica esquece depois.
                                                              Outra vez, por um capricho, 
Que o destino se destrai, 
Quando alguém vai para longe,
A saudade fica e vai. 
É a partida um paradoxo,
Que jamais a gente explica:
- Quando se finge saudade, 
Saudade não vai, nem fica. 
 
Moreira de Pinho, “guarda livros” da firma Cerqueira & Irmão (Folha do Norte de abril de 1951)...

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