segunda-feira, 10 de abril de 2017

A ELITE PAULISTA E O SEU BRINQUEDO PERIGOSO

Por Fernando Brito
        
Getúlio Vargas era “populista”, mesmo tendo industrializado o Brasil.

Leonel Brizola era “populista”, porque se dedicava a construir escolas de primeira qualidade.

Lula, sem dúvidas, é mesmo “populista”, porque inaugurou um processo de inclusão social como não se vi há décadas.

A elite paulista sempre encheu a boca, com nojo, para classificar (ou melhor, desclassificar) de “populistas” os políticos de natureza trabalhista, bem escorada pelo discurso dos “punhos de renda” acadêmicos.

(quem quiser saber o que é um “punhos de renda”, observe o Ministro Luís Roberto Barroso, do STF)

A sua rejeição à ideia de um líder de massas é a sua resistência às mudanças que transformem o país no que é, um sociedade de massas, capaz de ser erguer como uma coletividade e não ser, simplesmente, ser gerida como uma colônia, com uma próspera camada de intermediários da dominação.

Mas é tristemente engraçado que, para representá-la, sempre se valeu dos tipos demagogos, que se afetam populares: Jânio Quadros, Maluf e, agora, João Doria.

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