Por Fernando Brito
Está circulando, na base do “copio e publico” a matéria do
Estadão sobre a “nudez artística na noite do impeachment de Dilma” em pleno
Palácio do Planalto.
Embora seja uma bobagem, a nota é redigida de maneira que a
maior parte dos leitores acha que a cena se deu no governo Dilma, embora o
Palácio já estivesse ocupado há mais de 100 dias por Michel Temer.
Sim, é isso mesmo.
O “leitorado” dos granes jornais foi tão idiotizado que você
lê, nos comentários à matéria, cidadãos
vociferando como se a performance tivesse sido autorizada pela equipe de Dilma
e não pela de Temer, como foi.
Claro, o título capcioso ajuda. É a falta de ética
auxiliando a idiotia.
Mas, a rigor, os seios da moça estampados com os motivos do
grande Athos Bulcão não podem ferir a moralidade mais profundamente que a faixa presidencial no peito de quem não
tem legitimidade para isso.
Ou do que a exposição de vergonhas de uma mídia que carrega
a verdade para trás dos véus da manipulação, perdida toda a vergonha de induzir
seus leitores a acharem que é aquilo que não é.


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