A demissão do advogado-geral da União, Fábio Medina Osório,
na noite de ontem, pode ser uma faca de dois gumes para o governo de Michel
Temer; de uma lado, facilita a vida das empreiteiras e pode evitar delações
comprometedoras contra o PMDB; isso porque Osório havia aberto ações de
reparação que cobravam nada menos que R$ 23 bilhões das construtoras e dos
executivos envolvidos na Lava Jato; o risco é que Temer e seu ministro da Casa
Civil, Eliseu Padilha, sejam acusados de obstruir a Justiça e a tentativa de
recuperação dos valores – até porque tanto Temer como Padilha foram citados na
pré-delação da Odebrecht.
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