quinta-feira, 3 de março de 2016

“DELCÍCIO DISSE” (OU NÃO DISSE) NÃO VALE NADA. ELE É QUE ERA AMIGO E CÚMPLICE DE CERVERÓ

Por Fernando Brito
Delação premiada, como se sabe, virou chave de cadeia no Brasil.
Foi pego com a boca na botija? Delate alguém – quanto mais alto no Governo, melhor – e será solto.
Basta dizer, não precisa provar.
Mesmo que aquilo que se diga contrarie a lógica.
É o que acontece com a suposta delação premiada de Delcídio Amaral, o rato pego pela ratoeira do filho do rato Cerveró, talvez montada em troca de benefícios na condenação do ex-diretor da Petrobras.
Cerveró denunciou Delcídio de receber  milhões de dólares em propina da General Elétrica quando era diretor de Gás e Energia da Petrobras, no Governo FHC, de quem Amaral chegou a ser ministro.
Agora, Delcídio supostamente delata Lula e Dilma por fazerem o que ele foi pego fazendo: interferindo do desenvolvimento da ação judicial, com pressões para silenciar Cerveró.

Cerveró era amigo, ex-subordinado e cúmplice de Amaral. E o delatou.

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