sábado, 1 de novembro de 2014

IMPRENSA: MUITA CALMA NESTA HORA

Por Carlos Castilho

A ressaca da campanha eleitoral criou uma situação extremamente delicada em que o papel da imprensa passa a ser ainda mais relevante do que antes do segundo turno. A radicalização político-emocional, promovida por veículos como a revista Veja, fez aflorar velhos preconceitos e vestígios autoritários gerados pela frustração eleitoral.
O ambiente político surgido logo após a divulgação dos resultados do segundo turnoconfere à imprensa uma função complexa em que a produção de notícias torna-se menos importante do que o papel do jornalismo na extinção de um estopim informativo de consequências imprevisíveis. É o momento em que os veículos de comunicação precisam pensar mais nas implicações de suas decisões do que na preocupação com suas estratégias comerciais.


Pode parecer paradoxal, mas tudo indica que a imprensa é no momento a única instituição capaz de promover um mínimo equilíbrio entre percepções opostas da realidade política pós-reeleição de Dilma Rousseff. A presidente prometeu diálogo, mas suas intenções ainda estão marcadas pela campanha e, portanto, sujeitas a dúvidas sobre sua credibilidade. MAIS

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