terça-feira, 16 de outubro de 2018

A HISTÓRIA DA “AUTOCRÍTICA” É O JOGO “MUY” AMIGO


Por Fernando Brito
Não me recordo que se tenha pedido “autocrítica” a Ciro Gomes sobre suas intensas andanças partidárias.

Nem me lembro de terem exigido autocríticas de Geraldo Alckmin por seu apoio a Aécio Neves em 2014. Também não a Fernando Henrique Cardoso.

Também não se cobra “autocrítica” a Jair Bolsonaro pelos trilhões de bobagens que já disse sobre matar, torturar, fechar congresso e deflagrar guerra civil. Basta dizer que  “isso foi há vários anos” e que agora é “um democrata, escravo da Constituição.

É engraçado, porém, como a turma do “mimimi” exige “autocrítica” de Fernando Haddad por pecados que nem sequer são dele.

Porque, afinal, ele não é réu em nenhum processo de corrupção, foi um crítico da política econômica do final do primeiro governo Dilma e da que se fez no seu segundo período.

Ah, mas como na fábula, se não foi ele, foi o PT e, afinal,  ele é o candidato do PT.

Mas também não se pede ao PT “autocrítica” por ter elevado o valor do salário mínimo, por  ter ampliado o acesso à universidade, por ter gerado 20 milhões de empregos ou por ter dado ao país, durante uma década, prosperidade econômica como não de via há muito tempo.

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