Por Luis Nassif
Peça 1 - as relações históricas com o MPF
Antes da Lava Jato e das jornadas de junho de 2013, já havia
um acordo tácito entre a imprensa - Globo à frente - e procuradores.
Matérias penais sempre renderam leitura e audiência. A mídia
ia atrás dos escândalos investigados, selecionava alguns e lhes dava
visibilidade. Sua participação era duplamente vantajosa para o procurador
contemplado. Dando visibilidade ao processo, reduzia as resistências dos
juízes. E elevava o procurador, ainda que provisoriamente, ao status de
celebridade.
Cunhou-se uma expressão no MPF: só vai para frente processos
que a mídia bate bumbo.
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