Por Fernando Brito
O Globo diz que Jair Bolsonaro afirmou que, caso o Tribunal
Superior Eleitoral, não autorizar a coleta de assinaturas eletrônicas, o “
Aliança pelo Brasil ”, partido a ser criado pelo presidente, não vai disputar
as eleições municipais de 2020.
Bem, a não ser por uma decisão escandalosa, o TSE não vai
autorizar que se forme o “Partido do Zapzap”.
Portanto, o bolsonarismo participará das eleições embutido
como “alien” em outras siglas: Podemos, PSC, DEM, PMDB, Republicanos, PTB, PSD
e outros nanicos. E, claro, no próprio PSL.
Impossibilitada a medição de seu prestígio nas eleições
municipais, também se impede a avaliação de seu atual tamanho eleitoral. Ele
próprio já avisou (duvida-se, claro) que nem participação pessoal terá.
Segue, assim, “mito”.
Para 2002, se chegarmos lá num quadro regular de eleições, a
conversa é outra.
Bolsonaro está zero preocupado em obter maioria parlamentar
ou ter um partido que a viabilize.
Mas quer uma maneira de dar organicidade a sua matilha,
organizada como tropa.
O projeto político de Bolsonaro não é feito de multidões,
mas de batalhões.


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