Por Laercio Portela
Defender o ex-presidente Lula tem exigido do advogado
Cristiano Zanin Martins atenção não apenas às peças do processo judicial, mas
especialmente aos movimentos que acontecem fora dos autos. Vazamentos de
informações sigilosas, declarações públicas das autoridades judiciais que
configurariam pré-julgamento e a cobertura partidarizada da mídia são algumas
das questões levantadas pelo defensor do líder petista para justificar o
comunicado encaminhado à Comissão de Direitos Humanos da ONU pedindo o
acompanhamento das ações judiciais contra Lula no Brasil. “Entendemos que não
há, internamente, um sistema recursal que possa paralisar as violações às
garantias fundamentais do ex-presidente Lula”, alega.
Para Zanin, fica configurada a perseguição política a Lula
por meio dos processos judiciais quando, segundo afirma, as acusações não estão
acompanhadas de qualquer tipo de prova. “Nós temos verificado uma série de
processos ilegítimos no Brasil tanto no que diz respeito ao afastamento de
presidentes eleitos como também na perseguição política através de processos
judiciais. Há hoje uma situação que tangencia um estado de exceção e isso é
realmente muito ruim para a democracia brasileira”. MAIS


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