Por Fernando Brito
Num país de sindicatos fracos, como o Brasil, a Justiça do
Trabalho é, na prática, um dos poucos instrumentos que impedem a escravização
do trabalhador, como aplicadora, essencialmente, do que está contido na CLT.
É, portanto, tão importante quanto acabar com a legislação
trabalhista, fazer se ajoelhar ramo do Judiciário que se encarrega de torna-la
realidade.
Gilmar Mendes, no Supremo, usa seu poder para isso.
Desde outubro passado, por liminar, suspendeu o andamento de
todas as ações no Tribunal Superior do trabalho que versem sobre o cumprimento
de acordos coletivos.
E ontem, autoritária e grosseiramente, chamou o TST de
“laboratório do PT”.
Direito do trabalhador, para ele, é “lixo petista” a ser
varrido, tal como faz seu amigo Michel Temer.
Aliás, tudo que não seja o que sua mente arbitrária
considera é desprezível, para Gilma, como hoje frisa a excelente Maria Cristina
Fernandes, no Valor:


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