Por Fernando Brito
A atitude da Globo de não transmitir a bela festa de
abertura das Paraolimpíadas não é só uma traição à luta das pessoas portadoras
de deficiência que, dentro e fora do esporte, superam a discriminação e o
preconceito de que são vítimas.
Também é um desrespeito à sua obrigação de concessionária de
um serviço público, estabelecida na Constituição, de ter como princípio ter
“finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas” e guardar
“valores éticos e sociais da pessoa e da família”.
É tudo isso, mas não foi por isso que ela privou os
brasileiros de assistirem, na TV aberta, a celebração da igualdade humana para
além das diferenças.
Foi para “esconder” Michel Temer – mais do que ele próprio e
a organização do evento o fizeram – das vaias e do coro de “Fora Temer” que,
por três vezes, tomou conta do estádio do Maracanã.
Como se ainda fosse possível, na era da internet, que um
monopólio de televisão faça as coisas “não existirem”, por não serem vistas.
Para que se sustente o discurso de que os protestos são
“mini”, de 40, de 50 pessoas?
Não é apenas odioso que se faça isso com um evento que tem
tantas características de humanidade, mostrando o que o desprezo à democracia
é, essencialmente, um desrespeito à diversidade.
É inútil, porque apenas retarda a percepção da realidade
como ela é: o Brasil estar sendo governado por um presidente clandestino,
incapaz de encarar seu povo.
Veja vaia VÍDEO


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