Por Fernando Brito
A coluna de Merval Pereira, o Cardeal de Richelieu do
golpismo na mídia, traz hoje dois sintomas de que as coisas vão se complicando
para o governo ilegítimo de Michel Temer.
A primeira é que a rua foi ganha pela oposição a Temer e perdida pelo golpismo, que a dominava,
quase todo o tempo, desde o início do
processo de deposição, já no primeiro mês do segundo mandato.
“Não sei se houve cem mil pessoas nas ruas de São Paulo, mas
tinha muita gente, o que obrigou o ministro Henrique Meirelles a admitir que era
“um número considerável”. Uma manifestação como essa sempre é um baque para
qualquer governo, e tenho a impressão de que as forças que apoiam a presidente
cassada Dilma ganharam motivação nova com o impasse criado pelo fatiamento, que
acabou colocando o próprio impeachment em questionamento na judicialização do
processo no Supremo Tribunal Federal.”
O próprio Merval, que – mais do que é capaz, de fato –
arroga-se uma espécie de porta-voz do Supremo, reconhece que são poucas as
chances de prosperar o arreganho de cassar os direitos de Dilma, de vez que
devolver Michel Temer à condição de interino “aí, sim, [exporia o Brasil como]
uma verdadeira República bananeira, cuja Constituição é manipulada por grupos
políticos a torto e a direito.”
(Que maravilha a força da verdade, que brotam mesmo das
covas onde se a quer sepultar!)


Nenhum comentário:
Postar um comentário