Por Fábio de Oliveira Ribeiro
A atuação de Sérgio Moro tem despertado debate intenso na
imprensa. O próprio juiz incentivou isto ao se expor escandalosamente aos
holofotes ao aceitar o papel de salvador da pátria que lhe foi conferido pela
Rede Globo.
A politização do judiciário e/ou a judicialização da
política também tem sido debatidas com maior ou menor profundidade por vários
analistas. Não é destes assuntos que pretende tratar aqui. Por força de minha
formação sou levado a questionar algo bem mais singelo.
O poder só tem três fundamentos:
a) força bruta;
b) origem divina;
c) voto popular.
Todos os regimes políticos que conhecemos são facilmente
compreendidos quando se tem em mente esta singela distinção. É verdade que o
vil metal pode comprar soldados, apoio religioso e até mesmo o voto popular,
mas o dinheiro não pode ser considerado um fundamento do poder. A desigualdade
econômica entre os homens não é um fenômeno natural, foi produzido com o uso da
força e justificado pela religião. Portanto, o dinheiro não pode ser um
fundamento do poder.


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