Se torna claro o objetivo de construir uma opinião pública favorável a alguns políticos e partidos e desfavorável a outros políticos e partidos.
Por Venício A. de Lima
Tornou-se clássica a intervenção corajosa de Miguel de
Unamuno, então reitor da Universidade de Salamanca, durante uma solenidade com
a presença de importantes figuras do fascismo, na Espanha de 1936. Diante de
oradores e de plateia hostil e predominante fascista, Unamuno tomou a palavra e
iniciou sua fala em defesa da razão e da liberdade com a seguinte frase: “Todos
me conhecem. Sabeis que sou incapaz de me calar. Há momentos em que permanecer
calado é mentir. O silêncio pode ser interpretado como aquiescência”.
Unamuno foi imediatamente expulso da universidade e veio a
falecer, menos de três meses depois, cumprindo prisão domiciliar. A Espanha,
por sua vez, mergulhou numa Guerra Civil que passou para a História como um dos
eventos mais traumáticos anteriores à II Grande Guerra.
Não se trata aqui, por óbvio, de qualquer comparação com o
grande filósofo cristão e, claro, não chegamos (ainda?) à beira de uma Guerra
Civil. Mas, certamente, o clima de intolerância e ódio que estamos atavessando
nos permite evocar o exemplo espanhol. CONTINUE LENDO


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