Fernando Brito
Eu, você e
quase todo mundo, na bolha de classe média onde vivemos, conhecemos – verdade
que cada vez menos – gente boa que não votará, de jeito algum, em Jair
Bolsonaro, mas que reluta em votar em Lula, por razões que variam do rescaldo
de sete anos de campanha permanente de desqualificação até outras, de alta
indagação, sobre posições do PT diferentes das que o partido assumia há 20 ou
30 anos.
Hoje, porém, Bruno Boghossian revela na Folha como esta bolha é pequena, como está separada do universo do povo brasileiro, sem embargo de , ainda assim, representar aqueles 2 ou 3 por cento que podem ser decisivos na liquidação, em 1° turno, da disputa eleitoral ou, ao contrário, expor o país a quatro semanas de um outubro e, talvez, nos dois meses entre o 2° turno e a posse presidencial, a uma aventura golpista para a qual, sejamos honestos, podem faltar as condições políticas (internas ou internas) mas não faltam a loucura, a ousadia e as armas para fazer-se. MAIS


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