Por Fernando Brito
Lá de fora, em suas despropositadas férias, Sérgio Moro
resolveu fazer-se de blasé e debochar das revelações do The Intercept e de seus
parceiros.
Diz que estão “beirando o ridículo” e que se trata de uma
“campanha contra a LavaJato e a favor da corrupção”.
Se fosse ridícula não estaria deixando todos eles de cabelo
em pé, na defensiva, sumidos ou recolhidos ao bordão “hacker, hacker, hacker”.
Mas faz pior ainda em dizer que críticas ao seu
comportamento e ao de Deltan Dallagnol são “campanha contra a Lava Jato” e “a
favor da corrupção”.
Põe-se num patamar de Luiz XIV jurídico – ele é a Justiça e
a Lei – e ao personificar em si a Lava Jato – como sempre fez, aliás – põe em
risco que, de fato, toda a operação se comprometa com a derrocada de sua
imagem. MAIS


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