Por Gilberto Maringoni
Mais do que ninguém, Moro, Dallagnol e os jagunços togados
de Curitiba vivem da corrupção. Precisam dela como o ar que respiram, como a
água que lhes mata a sede e como o prato de comida que acaba com suas fomes. É
a corrupção grossa e farta que lhes dá sentido à vida.
Sem corrupção, grossa, farta e porca, Moro, Dallagnol e seus
pistoleiros dos tribunais seriam nada, ninguém, zero. Seriam farrapos humanos
tristes, perdidos e infelizes.
Todos os dias, Moro, Dallagnol e os milicianos judiciais
despertam, levantam e se ajoelham ao pé da cama, agradecendo ao Papai do Céu a
graça alcançada por viverem em meio à corrupção grossa, farta e nauseabunda.
Se todos vivessem num mundo em que existisse justiça,
democracia e bem-estar, com renda dividida e comida na mesa, Moro, Dallagnol e
os caçadores de recompensas dos data vênia seriam zés-ruelas. Passariam
despercebidos como fiapos de gente medíocre, sem metafísica e sem ideias. MAIS


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