segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A FESTA DA TRAIÇÃO

Por Fernando Brito

No princípio, achei que era apenas uma “tirada”, como tantas as que fazia Leonel Brizola:

“A política ama a traição mas, com o tempo, abomina o traidor”.

Hoje, é provável que seja  cassado Eduardo Cunha.

O homem que colocou Dilma Rousseff abaixo e Michel Temer acima.

O PSDB tira de Temer aquele que poderia ser sua “base” na Câmara, para as reformas.

Mas poderia ser, também, alguém a dividir o poder e bloquear a hegemonia tucana.

Não é apenas com o risco de delação premiada que a cassação de Eduardo Cunha representa uma ameaça para Michel Temer.

Mesmo que obscuras articulações levem Cunha a manter o “bico calado” o bico aberto dos tucanos – apoiado pela pesada artilharia da mídia, que o espreme a fazer  logo aquilo que dele se espera e que tem sido repetido aqui: a degola dos direitos sociais e trabalhistas da população.

Como Cunha foi espremido – e  mantido no cargo pelo Supremo – até que desfechasse a “Operação Impeachment”, depois da qual perdeu toda a importância que tinha para a conspiração.

De resto, consumada a cassação de Cunha vai  restar a curiosidade apenas por um livro, que não é o que ele anunciou hoje à Folha.


É o seu livro-caixa.

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