sexta-feira, 12 de agosto de 2016

CUNHA A FÁBULA DO BURRO FALANTE

Por Fernando Brito

Diz a velha história que o homem chegou ao reino dizendo ser tão bom professor que até a um burro ensinava a falar. O rei mandou indagar-lhe se era verdade e se o faria por ordem real.

O homem confirmou e impôs condições: estábulo para o burro do Palácio Real, aposentos suntuosos e concubinas para si e uma bolsa-burro de mil patacas de ouro a cada mês. E prazo, porque  o burro, como sabia Sua Alteza, era burro e, sendo assim, era preciso um tempo longo, dez anos, para que o bichinho passasse a fluir no idioma reinol.

O rei concordou com tudo, mas disse que, se ao final dos dez anos, o quadrúpede não falasse, o pescoço de seu professor seria cortado nas escadarias do Palácio Real.


Trato feito, o “professor” da fábula – ao contrário dos da vida real – passou a desfrutar do bom e do melhor, embora não descuidasse de, todos os dias, falar pausada e silabadamente algumas palavras ao burro. AQUI

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