Por Fernando Brito
Diz a velha história que o homem chegou ao reino dizendo ser
tão bom professor que até a um burro ensinava a falar. O rei mandou indagar-lhe
se era verdade e se o faria por ordem real.
O homem confirmou e impôs condições: estábulo para o burro
do Palácio Real, aposentos suntuosos e concubinas para si e uma bolsa-burro de
mil patacas de ouro a cada mês. E prazo, porque
o burro, como sabia Sua Alteza, era burro e, sendo assim, era preciso um
tempo longo, dez anos, para que o bichinho passasse a fluir no idioma reinol.
O rei concordou com tudo, mas disse que, se ao final dos dez
anos, o quadrúpede não falasse, o pescoço de seu professor seria cortado nas
escadarias do Palácio Real.
Trato feito, o “professor” da fábula – ao contrário dos da
vida real – passou a desfrutar do bom e do melhor, embora não descuidasse de,
todos os dias, falar pausada e silabadamente algumas palavras ao burro. AQUI


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