Horas após a assembleia realizada
em Santos (SP) decidir não iniciar paralisação nacional e dar prazo de sete
dias ao governo federal, entidades ligadas aos caminhoneiros divulgaram notas
em apoio à Medida Provisória nº 1 343/2026 e afirmaram que o estado de greve
está mantido até a conclusão das negociações sobre pontos da pauta da categoria
ainda pendentes. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme
Boulos (PSOL), confirmou que receberá representantes dos caminhoneiros na
semana que vem, em mais uma etapa das tratativas abertas após a publicação da
medida.
A decisão tomada na sede do
Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, não
encerrou o movimento, mas transferiu para a próxima semana uma nova avaliação
sobre eventual paralisação. “Está mantido o estado de greve”, disse José
Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil
(ANTB). Segundo ele, a maioria dos participantes da assembleia queria parar,
mas aceitou aguardar mais sete dias. “Se em sete dias o governo não resolver a
situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar”, afirmou. Mais.

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