segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O DIA EM QUE OS SANTOS PROTETORES DE MINAS ABANDONARAM AÉCIO

A dupla derrota, em Minas e no Brasil, fizeram com que Aécio perdesse o rumo e abdicasse da prudência mineira.

Luis Nassif
Aécio Neves não foi talhado para as grandes aventuras políticas. Essa vocação exige dedicação integral.

Nem sempre é necessário abdicar da vida pessoal. No padrão machista da época, em meio ao trabalho estafante de construir a nova etapa da indústria nacional e Brasilia, Juscelino Kubitscheck arrumava tempo para as serestas e para agradáveis encontros diários em final de expediente.

No gabinete parlamentarista, Tancredo Neves e San Tiago Dantas trabalhavam pesado até o final da tarde. Depois, trancavam-se na sala de um deles, abriam o uísque e relaxavam em boa companhia.

João Baptista Figueiredo dava escapulidas de madrugada. E Jânio Quadros fugia do turbilhão de Brasilia em um apartamento discreto do Rio, emprestado pelo amigo Julio Barbero. Na fase de maior pressão, que antecedeu a renúncia, ficou vários dias com uma das mais belas atrizes da história.

Mas, em todos esses casos, o exercício da política era a atividade central. O relaxamento era a hora do recreio.

Aécio inverteu. Herdou um nome e uma legenda e só recentemente pareceu abrir mão da vida pessoal. Antes, sua vida  havia sido um eterno recreio com alguns intervalos para a política. MAIS
O pacto mineiro e paulista

A perda de rumo

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