Militantes ligados ao partido ocupam a Câmara de Vereadores do Rio com uma demanda inusitada: querem ganhar, no grito, a presidência de uma CPI, mesmo sem representação popular; liderados pelo vereador Eliomar Coelho, eles pretendem, agora, melar a comissão na Justiça; um dos militantes que ocupa a casa chegou até a defecar na mesa do presidente do presidente da casa; é essa a democracia popular?
247 - O Partido Socialismo e Liberdade (Psol), que tem lideranças importantes, no Rio de Janeiro, como Marcelo Freixo e Chico Alencar, encontrou um mecanismo eficiente para fazer prevalecer suas posições, mesmo não tendo votos suficientes para isso. Basta ocupar espaços públicos, tumultuar sessões e tentar vencer os debates no grito.
É exatamente o que está ocorrendo no Rio de Janeiro, onde um grupo de nove manifestantes ocupa a Câmara de Vereadores e impede os trabalhos da casa. O motivo: querem impor o nome do vereador Eliomar Coelho, do Psol, como presidente de uma CPI sobre o sistema de transporte público na cidade.
Coelho reivindica a posição porque foi o autor do requerimento, mas, na história das CPIs, sejam as federais, estaduais ou municipais, quem indica presidente e relator são os membros das comissões – onde prevalecem as forças das bancadas. Ou seja: a CPI pode ser um instrumento das minorias, mas não uma ditadura da minoria em relação aos demais representantes eleitos pelo voto popular.
Como sabe que não tem votos para se tornar presidente da CPI, Coelho pretende melar a CPI, que ele próprio propôs, no Judiciário. É o que informa reportagem do Valor, publicada nesta quarta-feira. Leia




Nenhum comentário:
Postar um comentário