Para entender a relevância da tese (óbvia) levantada pelo
Ministro Luiz Roberto Barroso, de que as práticas relatadas na AP 470 são
comuns aos vícios políticos brasileiros:
Há dois tipos de corrupção política.
A primeira, dos corruptos primários, é o conjunto de ações
ilegais usando o poder de Estado e a influência política para fazer negócios.
A segunda, é a dos que exploram os escândalos buscando
vantagens políticas para o seu lado (para si ou para o partido com o qual
simpatizam). São os exploradores de denúncias, cuja intenção não é extirpar os
vícios da política mas explora-los, através da denúncia e/ou condenação
seletiva.
São tão beneficiários da corrupção política quanto os
corruptos primários.
Na primeira fase da Ap 470 o STF (Supremo Tribunal Federal)
incorreu na segunda forma de corrupção política. Esperava-se da mais alta corte
severidade no julgamento, mas isenção. E por isenção significava entender o
fenômeno do "mensalão" como inerente as práticas políticas nacionais. CONTINUE LENDO


Nenhum comentário:
Postar um comentário