segunda-feira, 10 de abril de 2017

RODINHAS LITERÁRIAS

Com o título acima o acadêmico Dival Pitombo publicou no jornal “A Tarde” de julho de 1975, há mais de quatro décadas, artigo sobre  a “elite intelectual da cidade”. Vale a pena ler de novo.
- A mais importante e influente das rodinhas literárias funcionava no escritório  de Gastão Guimarães sob a égide do seu patriarca. Localizava-se na Praça da Bandeira, mais ou menos onde situa-se hoje a Galeria  Car-mac.
 De consultório médico tinha apenas o nome, pois mestre Gastão absorvido pelo magistério, que honrou sobremodo, dedicava-se exclusivamente a ele e aos labores intelectuais com o entusiasmo que o acompanhou até a morte.
Ali reunia-se todas as tardes o grupo que representava a elite intelectual da cidade: Clóvis Amorim, Humberto Alencar, Honorato Bonfim, Pedro Américo de Brito e eventualmente alguns subliteratos que forçavam a barra para participarem da roda.


Eram reuniões informais, onde as conversas giravam em torno de assuntos de cultura e, às vezes, de políticas. Gastão Guimarães com a sua autoridade, sua simpatia dominadora era o Pontifez Maximus. Em torno dele gravitavam satélites.


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