Fernando Brito
Não são tão poucos que permitam à direita convencional
aspirar a aparecer com outra solução, nem tantos que possam manter o país na
insensatez em que está mergulhado.
A quantidade de manifestantes bolsonaristas pró-golpe que se
reuniu hoje em algumas capitais mostra que, petrificada pelo ódio
fundamentalista e por um fanatismo religioso medieval, mostra que, o “núcleo
duro” do bolsonarismo está longe de desaparecer.
Jair Bolsonaro, do alto do helicóptero das Forças Armadas,
criam, está satisfeito como um pecuarista ao observar seu rebanho. Mingua, é
fato, mas está marcado, amansado, obediente a seu berrante presidencial, seja
qual for a loucura que diga.
Estão convencidos de que o comunismo está à porta, que a
pandemia é ideológica, que a China está por invadir-nos e que Messias, o
Bolsonaro, é o enviado de Deus.
Seu caminho é o da radicalização e a intolerância é seu
estandarte.
Não existe a possibilidade de um saída pela “não -polarização,
poiso a polarização está dada pelas forças que hoje dominam o poder político no
país.
Tornou-se impossível – e as camisetas “100% Bolsonaro” o
demonstram – ser “meio-bolsonarista”.
Como a ensinar que, para haver aqui um capitalismo selvagem,
é preciso de selvagens no poder.
É por isso que vai se desfazendo a perversa e mortal armação
que se fez para tirar o Brasil do caminho da razão.