Aprovada na Câmara sem maiores
dificuldades, a PEC da Blindagem dificilmente passará pela Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que analisará o texto nesta
quarta-feira, 24, a partir das 9h. O episódio reforça um movimento mais amplo:
desde 2023, o Senado tem se consolidado como barreira a pautas de forte apelo
fisiológico ou ideológico aprovadas pelos deputados, como a legalização de
cassinos, a flexibilização do porte de armas e a redução da maioridade penal.
Após a aprovação em dois turnos na
Câmara, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou a PEC à CCJ,
onde o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), já havia avisado que
trabalharia para enterrar a proposta. “Vai ser uma farra, e vai aumentar a
impunidade”, criticou. A resistência ganhou ainda mais fôlego após as
manifestações de domingo, 21, em capitais de todo o País, contra a medida. Na
terça-feira, 23, o relator da PEC, Alessandro Vieira, apresentou parecer
recomendando a rejeição do texto e chamou a proposta de “abrigo para
criminosos” Mais.
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