Na
página denominada ‘Gazeta Literária’ do jornal Gazeta do Povo que circulou em
setembro de 1957, edição de sábado, dia 14, várias poesias de poetas feirenses.
Entre
eles, o advogado e grande orador Carlos Henrique Pires, filho do comerciante
João Augusto Pires, dono da antiga Loja Pires. Vale a pena lembrar os versos do
poeta:
Quantos
amores tive, francamente,
nem
sei se sou capaz de descrevê-los.
Desde
o mais sensual e irreverente,
até
o mais puro em recatados zelos.
Em
cada amor um tipo diferente...
E
amei com o ardor de todos os meus desvêlos,
morenas
com a noite em olhar ardente,
e
loiras com luares nos cabelos.
Mas,
mesmo assim, com todo o meu sucesso,
com
todas as mulheres, eu confesso,
que
insatisfeito o meu viver definha.
Ó
mundo de terrível contra-senso!
A
única mulher a quem pertenço,
jamais
na vida poderá ser minha.

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