Por Fernando Brito
No post anterior, já se mencionava o “perfume Abílio Diniz”
da investigação da PF sobre os “hackers” de Araraquara.
Um dos acusados, Gustavo Elias, diz que outro dos detidos,
Walter Delgatti Neto, pretendia vender os arquivos hackeados de Sérgio Moro
para o PT.
Assim, genericamente, na base do “ouviu dizer”.
Mas o hacker só acessou o telefone de Moro dois anos depois
de ele ter apagado os arquivos do Telegram e o próprio ex-juiz declarou que não
usou outra vez o aplicativo e que todos os seus usos anteriores foram apagados.
A que arquivos, então, se refere esta tentativa de venda?
A quem? Não se sabe e nem é preciso nenhum indício para se
dizer que era ao PT.
Mas como a prova agora é invertida e cabe ao acusado, serve.
O mais curioso é que as declarações foram dadas por
Ariovaldo Moreira, defensor de Gustavo Henrique Elias Santos e de sua mulher,
Suelen Oliveira. Que é – ou era, até pouco tempo – advogado também de Delgatti.
Há, evidente, um conflito de interesses que deveria
interditá-lo.

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