Feira ontem, 1997
Empossado em janeiro para seu
terceiro mandato, ainda sob cuidados médicos e visivelmente abatido por conta da árdua campanha que só foi definida
no segundo turno, no primeiro sábado de
março o prefeito José Falcão concedeu longa entrevista ao ainda semanário jornal Folha
do Estado.
O velho Falcão citou as três
prioridades que abraçou para os seis primeiros meses: reformar da Praça
Monsenhor Galvão para reinaugurá-la no
Dia de Santana, reativar o Complexo Matadouro e Campo do Gado para voltar aos
velhos tempos e realizar em abril a 11ª Micareta como prefeito, com a mesma
grandiosidade das anteriores.
Ao ser indagado se a difícil situação
financeira da prefeitura e a própria crise econômica do Brasil não seriam
motivos para “fazer uma festa mais modesta, quem sabe até mesmo cancelar a deste ano”, Falcão
respondeu lambendo os lábios:
- “As pessoas vivem o ano inteiro
preocupadas com a falta de emprego, as dificuldades da vida, as doenças. É
preciso um parêntese para que o povo esqueça o sofrimento e prepare o espírito
para renovar as forças e lutar por uma vida melhor. O povo também precisa de
alegria”.

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