Por Patricia Faermann
Jornal GGN - Reportagem do Estado de S. Paulo comete erro ao
publicar que a Polícia Federal incluiu o triplex 164-A, que seria da família do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Edifício Solaris, no Guarujá, como
"alto grau de suspeita". Apesar de um diagrama elencar o apartamento
por ser um dos três imóveis da empreiteira investigada, a OAS, o nome de Lula não
é mencionado nas mais de 60 páginas de indícios levantados pela Polícia
Federal.
O foco da investigação, neste atual momento da Lava Jato com
a deflagração da 22ª etapa, denominada Triplo X, e nas 60 páginas de documentos
da PF, é o que estaria por trás do imóvel 163-B, de aquisição de Eliana
Pinheiro de Freitas, representante da offshore Murray Holginds LLC, registrada
em Nevada, nos Estados Unidos. Os investigadores suspeitam que a offshore foi
usada para lavar dinheiro a título de propina pela OAS, em troca de benesses
junto aos contratos da Petrobras.
Ao mencionar que um dos possíveis beneficiários junto ao
Partido dos Trabalhadores seria o ex-tesoureiro João Vaccari Neto e sua
cunhada, Marice Correa de Lima, os delegados apontam que além do próprio
apartamento de Marice, que já estava sob investigação, encontraram suspeitas no
imóvel de Guarujá pertencente à Murray.

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