Inspirado em "notícia reveladora" de blogueiros da revista "Veja", ministro pediu nova investigação das contas de campanha de Dilma. Mas esqueceu de incluir campanhas de Serra e Aécio em suas suspeitas
por Helena Sthephanowitz, para a RBA
Uma má apuração de um blog de jornalistas demitidos da
revista Veja, acusando uma gráfica que prestou serviços à campanha de Dilma
2014 de ser "empresa fantasma", serviu de base a um novo pedido de
investigação contra a campanha. O ministro Gilmar Mendes, integrante de Supremo
Tribunal Federal (STF) e também do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já havia
tido um pedido recusado pela Procuradoria-Geral da República por falta de
consistência na acusação.
Depois da notícia, Mendes voltou a acionar o
procurador-geral Rodrigo Janot para que reabrisse o caso.
A razão para o arquivamento anterior era simples: a VTPB
Serviços Gráficos e Mídia Exterior, no mesmo ano de 2014, prestou serviços
também à campanha de José Serra (PSDB) e de Aécio Neves (PSDB). Em 2012 foi
fornecedora de campanhas de vereadores do PSDB, PMDB e PSD. E antes ainda, em
2010 trabalhor para diversos candidatos e partidos.
Os fatos comprovam que jamais se tratou de uma "empresa
fantasma", e o ministro Gilmar Mendes parece ter apenas acreditado,
voluntariamente ou não, na "barrigada" (como é chamada a informação
errada no jargão jornalístico) dos blogueiros.



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