segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A ALIANÇA CAMPOS-MARINA E O DESAFIO DO REALISMO


A opção de Marina Silva pelo PSB se deu nos marcos da “política tradicional” e seus seguidores mais identificados com a dinâmica das redes certamente chegarão a essa conclusão. Não se trata de fazer qualquer julgamento moral, mas sim de uma constatação. Falar em "nova política" se referindo à decisão de Marina é, no mínimo, um alheamento profundo em relação à realidade. Por diversos motivos, Marina se viu diante do imperativo de “jogar o jogo”. E assim o fez. Com isso, ela altera sua condição de "outsider" da política. 

Por Vinicius Wu.


     O grande acontecimento político do final de semana não é a adesão de Marina ao PSB e sim sua saída (a confirmar) da corrida presidencial. O acordo político firmado aponta para uma chapa encabeçada por Eduardo Campos. Portanto, a segunda colocada nas pesquisas até aqui se retirou da disputa. Essa é a grande novidade da política nacional. Temos, assim, uma alteração significativa do cenário pré-eleitoral, mas o sentido dessa mudança e os eventuais prejuízos aos demais candidatos é incerto. Ainda é cedo para assertivas definitivas e análises políticas precipitadas costumam custar caro.

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